domingo, 1 de outubro de 2017

O que os casos do Santander e do MAM dizem sobre a educação | 30/09/2017 | Educação | Gabriel de Arruda Castro | Gazeta do Povo

Por Gabriel de Arruda Castro - A família está, ao mesmo tempo a linha de frente e na última trincheira; não é possível esperar que a escola e o Estado assumam essa responsabilidade

Exposição "La bête", no MAM-SP. (Foto: Divulgação)


A presença de crianças na controversa exposição do Santander Cultural, em Porto Alegre, e na performance com nudez no Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo, deixa uma lição: a escola é importante, a lei é essencial e o governo é indispensável. Mas nada substitui a família.

Nos últimos meses, um número crescente de pais tem despertado para os riscos que a sala de aula pode oferecer. A doutrinação política e a cooptação moral das crianças e adolescentes parece ser um risco cada vez mais evidente. Temas como a ideologia de gênero, muitas vezes impostos sem a concordância dos país, provocam – com razão – reações enfáticas, inclusive dentro do Legislativo.

Mas é preciso mais do que isso.

No caso do Santander, os organizadores abriram a exposição para excursões escolares. As obras com referências à pedofilia e à zoofilia estavam expostas, portanto, para crianças que participavam de atividades regulares de suas escolas.

Se, em algum momento do passado, bastava aos pais assinar a autorização para esses passeios sem se preocupar com o conteúdo que seus filhos veriam, esse tempo já está muito distante. A realidade é outra.

No episódio do MAM (e na passagem da mesma exposição por Salvador, cuja imagem ilustra esta matéria)*, não houve nem mesmo uma omissão das escolas. Foram os próprios pais das crianças que, ignorando a classificação indicativa e as normas do pudor e da prudência, estimularam seus filhos a tocar um desconhecido nu, em uma performance que, se já beira o incompreensível para os adultos, é ainda mais esvaziada de qualquer sentido artístico para crianças.

Para além das eventuais implicações criminais dos dois episódios, os casos do Santander e do MAM trazem uma mensagem importante aos pais: a luta contra a doutrinação e o aliciamento em sala de aula é primordial, mas não é tudo.

A família está, ao mesmo tempo, na linha de frente e na última trincheira da educação. Quando ela falha, por ação ou omissão, não há substituto.




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*Nota deste blogueiro:
Optei por não reproduzir a foto da matéria por entender que, mesmo com mosaico impedindo a identificação das crianças e tarja censurando a genitália do performer, a reprodução da mesma fere o Estatuto da Criança e do Adolescente, ainda que este dispositivo legal cite em seu texto "sexo explícito" ou "pornografia", que não é o caso concreto da exposição do museu. A foto que ilustra esta postagem é meramente ilustrativa. As demais informações do colunista seguem inalteradas, conforme o link abaixo, onde é possível visualizar também a foto citada.

 

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