Por Gabriel de Arruda Castro - A família está, ao mesmo tempo a linha de frente e na última trincheira; não é possível esperar que a escola e o Estado assumam essa responsabilidade
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| Exposição "La bête", no MAM-SP. (Foto: Divulgação) |
A presença de crianças na controversa exposição do Santander Cultural, em Porto Alegre, e na performance com nudez no Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo, deixa uma lição: a escola é importante, a lei é essencial e o governo é indispensável. Mas nada substitui a família.
Nos últimos meses, um número crescente de pais tem despertado para os riscos que a sala de aula pode oferecer. A doutrinação política e a cooptação moral das crianças e adolescentes parece ser um risco cada vez mais evidente. Temas como a ideologia de gênero, muitas vezes impostos sem a concordância dos país, provocam – com razão – reações enfáticas, inclusive dentro do Legislativo.
Mas é preciso mais do que isso.
No caso do Santander, os organizadores abriram a exposição para excursões escolares. As obras com referências à pedofilia e à zoofilia estavam expostas, portanto, para crianças que participavam de atividades regulares de suas escolas.
Se, em algum momento do passado, bastava aos pais assinar a autorização para esses passeios sem se preocupar com o conteúdo que seus filhos veriam, esse tempo já está muito distante. A realidade é outra.
No episódio do MAM (e na passagem da mesma exposição por Salvador, cuja imagem ilustra esta matéria)*, não houve nem mesmo uma omissão das escolas. Foram os próprios pais das crianças que, ignorando a classificação indicativa e as normas do pudor e da prudência, estimularam seus filhos a tocar um desconhecido nu, em uma performance que, se já beira o incompreensível para os adultos, é ainda mais esvaziada de qualquer sentido artístico para crianças.
Para além das eventuais implicações criminais dos dois episódios, os casos do Santander e do MAM trazem uma mensagem importante aos pais: a luta contra a doutrinação e o aliciamento em sala de aula é primordial, mas não é tudo.
A família está, ao mesmo tempo, na linha de frente e na última trincheira da educação. Quando ela falha, por ação ou omissão, não há substituto.
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*Nota deste blogueiro:
Optei por não reproduzir a foto da matéria por entender que, mesmo com mosaico impedindo a identificação das crianças e tarja censurando a genitália do performer, a reprodução da mesma fere o Estatuto da Criança e do Adolescente, ainda que este dispositivo legal cite em seu texto "sexo explícito" ou "pornografia", que não é o caso concreto da exposição do museu. A foto que ilustra esta postagem é meramente ilustrativa. As demais informações do colunista seguem inalteradas, conforme o link abaixo, onde é possível visualizar também a foto citada.
Optei por não reproduzir a foto da matéria por entender que, mesmo com mosaico impedindo a identificação das crianças e tarja censurando a genitália do performer, a reprodução da mesma fere o Estatuto da Criança e do Adolescente, ainda que este dispositivo legal cite em seu texto "sexo explícito" ou "pornografia", que não é o caso concreto da exposição do museu. A foto que ilustra esta postagem é meramente ilustrativa. As demais informações do colunista seguem inalteradas, conforme o link abaixo, onde é possível visualizar também a foto citada.
Fonte: Gazeta do Povo. Acessado em 01.out.17. Visualizado em http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/o-que-os-casos-do-santander-e-do-mam-dizem-sobre-a-educacao-al226doj5hk785mfvrx87il0o
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