Origem: Wikipédia - Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), também referido como Banco de Desenvolvimento do BRICS ou simplesmente Banco do BRICS, é um banco de desenvolvimento multilateral, operado pelos estados do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) como uma alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI).[2][3] O banco está configurado para promover uma maior cooperação financeira e de desenvolvimento entre os cinco mercados emergentes sócios.[2]
O acordo foi firmado pela presidente do Brasil, Dilma Rousseff, pelo novo primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, pelos presidentes da Rússia, Vladimir Putin, da China, Xi Jinping, e da África do Sul, Jacob Zuma.
O acordo foi firmado pela presidente do Brasil, Dilma Rousseff, pelo novo primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, pelos presidentes da Rússia, Vladimir Putin, da China, Xi Jinping, e da África do Sul, Jacob Zuma.
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| Putin, Modi, Rousseff, Xi e Zuma, líderes do BRICS, na 6ª cúpula do grupo, em 2014. |
História
A criação do banco foi acordado pelos líderes do BRICS na Quinta cúpula do BRICS, realizada em Durban, na África do Sul, em 27 de março de 2013.[3]Em 15 de julho de 2014, o primeiro dia da Sexta cúpula do BRICS, realizada em Fortaleza, no Brasil, o grupo de economias emergentes assinou o documento há muito aguardado para criar o Novo Banco de Desenvolvimento de 100 bilhões de dólares e um fundo de moeda de reserva no valor de mais outros 100 bilhões de dólares.[9][2] Ambos irão contrariar a influência das instituições de crédito. Também foram assinados documentos sobre a cooperação entre as agências de crédito à exportação BRICS[10] e um acordo de cooperação em matéria de inovação.
O banco dos BRICS terá sua sede em Xangai, na China. Seu primeiro presidente será indiano. O Brasil deverá indicar o presidente do Conselho de Administração do banco. À Rússia caberá nomear o presidente do Conselho de Governadores, e a África do Sul sediará o Centro Regional Africano da instituição.[11][12] O NBD deverá também impulsionar ainda mais o comércio entre os cinco componentes do grupo, que já movimenta cerca de 54 bilhões de dólares anuais.[12] O capital inicial do banco será de 50 bilhões de dólares (podendo chegar, futuramente, a 100 bilhões de dólares), valor a ser integralizado pelos cinco países em partes iguais, em até sete anos.[2]
O presidente inaugural do conselho de administração virá do Brasil. O presidente inaugural do Conselho de Governadores será russo. O primeiro centro regional banco será localizado na África do Sul.[13]
Estrutura e objetivos
Entre os objetivos do banco está o de fornecer financiamento para projetos de infraestrutura. A instituição também irá prestar assistência aos outros países que sofrem com a volatilidade econômica após o fim da política monetária expansionista dos Estados Unidos.[14]Segundo Dilma Rousseff, o novo banco deve representar uma alternativa "para as necessidades de financiamento de infraestrutura nos países em desenvolvimento, compreendendo e compensando a insuficiência de crédito das principais instituições financeiras internacionais", que são o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, instituições criadas em 1945, pelos Acordos de Bretton Woods. Essas instituições têm sido consideradas, pelos países emergentes, como pouco representativas dos seus interesses.[15]
O FMI tem sido criticado em termos da eficácia dos seus métodos no enfrentamento de conjunturas de crise, e vem perdendo credibilidade pelo menos desde o final dos anos 1990, por ocasião da crise financeira asiática.[16][17][12] Quanto ao Banco Mundial, também tem sido alvo de críticas quanto à sua eficácia na promoção do desenvolvimento e redução da pobreza. Principal instituição multilateral de financiamento de infraestrutura no chamado Terceiro Mundo, o Banco Mundial é, por tradição, dirigido por um representante do governo dos Estados Unidos, país que também é responsável pelos maiores aportes de recursos para a instituição.[11][18]
A distribuição atual das ações entre os países membros da NBD é apresentada na tabela a seguir.[2]
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| Arte: Wikipédia |
Ficha técnica:
| Novo Banco de Desenvolvimento | |
|---|---|
|
| |
| Fundação | 15 de julho de 2014 (3 anos) |
| Tipo | Instituição financeira internacional |
| Sede | |
| Membros | |
| Filiação | BRICS |
| Presidente | |
| Sítio oficial | www.ndb.int |
Ver também:
Referências
- O Globo, ed. (11 de maio de 2015). «Banqueiro indiano é nomeado primeiro chefe do banco de desenvolvimento dos Brics». Consultado em 11 de julho de 2015
- «Agreement on the New Development Bank – Fortaleza, July 15» (PDF). Site oficial do NBD. 15 de julho de 2014
- Powell, Anita. «BRICS Leaders Optimistic About New Development Bank» (em inglês). Voz da América. Consultado em 27 de março de 2013
- Lewis, Jeffrey; Trevisani, Paulo. «Brics Agree to Base Development Bank in Shanghai» (em inglês). Wall Street Journal. Consultado em 16 de julho de 2014
- PUJA MEHRA (17 de novembro de 2014). «Government may not let Rajan go to BRICS bank». The Hindu. Consultado em 1 de novembro de 2014
- Kristina Kukolja (19 de novembro de 2014). «BRICS 'fast-tracking' New Development Bank». Consultado em 1 de novembro de 2014
- «Brics Bank now hiring in Johannesburg». Times LIVE. 7 de março de 2016. Consultado em 13 de março de 2016
- Vídeo: Ministro da Fazenda exalta criação do Banco dos Brics e de fundo de reserva. Blog do Planalto, 15 de julho de 2014
- «Brics nations to create $100bn development bank» (em inglês). BBC. 15 de julho de 2014. Consultado em 16 de julho de 2014
- "BRICS establish $100bn bank and currency reserves to cut out Western dominance". RT.com. 15 de julho de 2014
- Banco dos Brics busca alternativa a hegemonia de países ricos. Por Ruth Costas e João Fellet. BBC Brasil, 15 de julho de 2014.
- El País, ed. (15 de julho de 2014). «O banco dos BRICS começa a andar»
- Lewis, Jeffrey T.; Trevisani, Paulo (15 de julho de 2014). «Brics Agree to Base Development Bank in Shanghai Bank to Finance Infrastructure Projects in Emerging-Market Countries» (em inglês). Wall Street Journal. Consultado em 29 de julho de 2014
- Smith, David (28 de março de 2013). «Brics eye infrastructure funding through new development bank». Londres: The Guardian. Consultado em 3 de abril de 2013
- Mantega: EUA e Europa jogam com "legitimidade e credibilidade" do FMI. EFE, 20 de abril de 2013.
- A fome do FMI. Folha de S. Paulo, 3 de novembro de 2002.
- Credibilidade do FMI em queda. Hoje em Dia, 26 de abril de 2014.
- Vídeo: Brics formaliza criação de banco para financiar obras. TV Uol, 15 de julho de 2014.
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